A América do Sul é formada por um conjunto de 12 países e 428 milhões de habitantes. A riqueza cultural e a ampla biodiversidade são as características marcantes dessa região.
A América do Sul é um subcontinente da América formado por doze países, dentre os quais está o Brasil. A região é banhada pelos oceanos Atlântico e Pacífico, e marcada por um conjunto extenso de climas, dos quais se destaca o tropical, pela enorme biodiversidade vegetal e pela ampla disponibilidade de recursos hídricos. O relevo sul-americano tem a Cordilheira dos Andes a oeste, extensas planícies na região Amazônica e planaltos e depressões a leste.
Atualmente, a América do Sul conta com uma população de 428 milhões de habitantes e PIB de 4,25 trilhões de dólares. Formada por países emergentes, as principais atividades econômicas da região incluem agropecuária, mineração e a indústria de transformação.
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A América do Sul é a parte meridional do continente América, que tem a maior parcela de seus territórios situada ao sul da Linha do Equador.
É banhada a leste pelo Oceano Atlântico e a oeste pelo Oceano Pacífico.
Divide-se em 12 países, dentre os quais está o Brasil, que é o maior país sul-americano.
A população da América do Sul é de 428.057.756 habitantes.
O oeste da América do Sul é caracterizado pela presença da Cordilheira dos Andes. A leste predominam terrenos formados por planícies e planaltos.
Diferentes tipos de clima são encontrados no subcontinente. O clima tropical é predominante junto do equatorial.
Há uma extensa região desértica na América do Sul, que é o deserto do Atacama (Chile).
A vegetação é tão diversa quanto o clima. Florestas equatoriais e tropicais, savanas, formações litorâneas, campos e estepes são exemplos de formações existentes.
Sua hidrografia é caracterizada por grandes bacias hidrográficas e rios extensos, com destaque para o Rio Amazonas.
A maioria dos países sul-americanos é classificada como emergente, tendo, em conjunto, PIB de US$ 4,25 trilhões.
Mineração, agropecuária, indústria de transformação e serviços estão entre suas principais atividades econômicas.
Os países sul-americanos compartilham muitos aspectos culturais, como costumes, religiosidade e festas tradicionais, a exemplo do carnaval.
Sua história também se assemelha, tendo sido colônias de exploração e vivenciado experiências políticas semelhantes, desde as lutas pela independência até processos ditatoriais.
A América do Sul é formada por 12 países, os quais estão listados a seguir com as suas respectivas capitais:
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País |
Capital |
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Argentina |
Buenos Aires |
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Bolívia |
La Paz |
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Brasil |
Brasília |
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Chile |
Santiago |
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Colômbia |
Bogotá |
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Equador |
Quito |
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Guiana |
Georgetown |
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Paraguai |
Assunção |
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Peru |
Lima |
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Suriname |
Paramaribo |
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Uruguai |
Montevidéu |
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Venezuela |
Caracas |
Além dos países mencionados acima, a América do Sul abriga um território ultramarino da França: a Guiana Francesa. A Guiana Francesa não é considerada um país, mas, sim, uma parte do território francês. Oficialmente, ela recebe o status de Coletividade Territorial, e possui um governo próprio que responde à constituição do país europeu.

Nome oficial: América do Sul.
Gentílico: sul-americano.
Extensão territorial: 17.461.112 km2.
Localização: Hemisfério Norte e Hemisfério Oeste.
Países: 12 países.
Menor país: Suriname.
Climas: equatorial, tropical, árido, semiárido subtropical, temperado.
Idiomas: espanhol, português, inglês, francês.
Religiões: catolicismo, protestantismo, espiritismo, religiões de matriz africana.
População: 428.057.756 habitantes
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Argentina |
45.851.000 |
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Bolívia |
12.582.000 |
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Brasil |
203.080.756 |
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Chile |
19.860.000 |
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Colômbia |
53.426.000 |
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Equador |
18.290.000 |
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Guiana |
836.000 |
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Paraguai |
7.013.000 |
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Peru |
34.577.000 |
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Suriname |
640.000 |
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Uruguai |
3.385.000 |
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Venezuela |
28.517.000 |
Fonte: ONU e IBGE.
Densidade demográfica: 24,51 hab./km2
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH):
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Argentina |
0,865 |
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Bolívia |
0,733 |
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Brasil |
0,786 |
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Chile |
0,878 |
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Colômbia |
0,788 |
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Equador |
0,777 |
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Guiana |
0,776 |
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Paraguai |
0,756 |
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Peru |
0,794 |
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Suriname |
0,722 |
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Uruguai |
0,862 |
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Venezuela |
0,709 |
Moedas:
peso (argentino, chileno, colombiano, uruguaio);
bolívar soberano (Venezuela);
bolívar (Bolívia);
dólar (do Suriname e da Guiana);
dólar americano (Equador);
real (Brasil);
novo sol (Peru).
Produto Interno Bruto (PIB): US$ 4,25 trilhões
Gini: 0,400 (Uruguai) a 0,539 (Colômbia).
Fuso horário: GMT-2 a GMT-5.
Relações exteriores:
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A América do Sul é um subcontinente da América. Ele fica posicionado a oeste do Meridiano de Greenwich, e a maior parte dos seus 17.461.112 km² de extensão está localizada no Hemisfério Sul do planeta Terra. A América do Sul é banhada pelo Oceano Atlântico, a leste e ao norte, e pelo Oceano Pacífico, a oeste. Na parcela mais meridional dessa região, está o ponto mais ao sul do continente americano, que pertence ao Chile.
A seguir, vamos conhecer um pouco mais da geografia do subcontinente em que vivemos.
Quando falamos no relevo da América do Sul, pensamos imediatamente na Cordilheira dos Andes. Essa é a principal formação geológica do subcontinente, estendendo-se por quase 8.000 quilômetros na costa oeste do subcontinente desde a Venezuela, no norte, até a Patagônia (região entre a Argentina o Chile), no sul. Nela as altitudes superam facilmente os 6.000 metros, ficando no monte Aconcágua, localizado no território argentino, seu ponto culminante a 6.961 metros de altitude.
A declividade, isto é, a inclinação do relevo da América do Sul diminui à medida que caminhamos de oeste para leste. As montanhas e os terrenos acidentados dão lugar a amplas planícies fluviais, como aquela que abriga o Rio Amazonas e seus tributários, e depressões. Os planaltos também estão presentes, destacando-se o Planalto das Guianas, ao norte, o Planalto Central, que fica no Brasil, e o Planalto da Patagônia, ao sul. Neles, as altitudes variam de 400 a 1.500 metros. No litoral leste, o relevo é formado por serras e morros, como a Serra do Mar brasileira, e pelas planícies costeiras.
Existem diferentes fatores climáticos atuantes na América do Sul, como a latitude, o relevo e a interação entre massas de ar, o que resulta em uma ampla variedade de climas. Por causa da presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), uma área de muita umidade próxima do equador terrestre, o clima observado ao norte é o equatorial, caracterizado pelo calor e pela abundância de chuvas.
O clima tropical predomina na região central da América do Sul, sendo formado por estações do ano contrastantes: verão quente e úmido e inverno ameno e seco. Na costa leste, as características se invertem com o clima tropical atlântico, que tem verões quentes e secos e invernos chuvosos. No nordeste do Brasil e em parte do sudoeste da América do Sul predomina o clima semiárido, com calor, baixa umidade e chuvas escassas.
Ainda falando em climas quentes, temos a presença de uma ampla região desértica da costa oeste do subcontinente, onde se formou o deserto do Atacama, o mais árido do mundo.
Os climas amenos e frios da América do Sul estão presentes nas áreas ao sul do Trópico de Capricórnio, incluindo uma parte do Brasil. Dentre esses climas estão o subtropical, que apresenta alto teor de umidade, e o temperado. Já no alto da Cordilheira dos Andes temos a presença do clima frio de montanha, marcado por temperaturas baixíssimas e precipitação na forma de neve.
A América do Sul é detentora da maior parte das águas superficiais do planeta Terra. Elas estão armazenadas nos extensos corpos hídricos que banham a região, em especial os rios. Na maior bacia hidrográfica sul-americana estão cursos d’água importantes, com destaque para o Rio Amazonas. Ele nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, e atravessa a Colômbia antes de entrar no norte do Brasil, totalizando um curso de quase 7 mil quilômetros desde a nascente até a foz.
O São Francisco é outro rio importante da América do Sul, embora banhe unicamente o Brasil. Na parcela centro-sul, está o Rio Paraná, cujas águas desempenham a função de divisa natural entre os territórios brasileiro e paraguaio, são fundamentais para a navegação e, principalmente, para a geração de energia elétrica em ambos os países.
Entre o Uruguai e a Argentina, por sua vez, fica o Rio da Prata, formado da confluência entre os rios Paraná e Uruguai e que é conhecido como o mais largo do mundo com 220 quilômetros entre uma margem e outra.
A vegetação da América do Sul é tão diversa quanto os demais aspectos da paisagem que vimos até aqui. A região abriga a maior floresta equatorial do mundo, que é a Floresta Amazônica. Ela está presente em nove dos doze países da região, e concentra a maior parte da sua biodiversidade. As florestas tropicais também fazem parte do quadro natural dos países sul-americanos, da mesma forma que as savanas, incluindo o cerrado e a caatinga brasileiros.
Na região central da América do Sul, abrangendo áreas na Bolívia, no Paraguai e na Argentina, a vegetação é o chaco, descrito como uma floresta tropical seca que se desenvolve em áreas de clima subtropical. Nessa mesma zona climática, fica a cobertura campestre dos Pampas, que, além do sul do Brasil, está presente na Argentina e no Uruguai. Os estepes são observados próximo do deserto do Atacama e na Patagônia, onde a baixa umidade impede o desenvolvimento de maior diversidade vegetal.
Por fim, os terrenos da Cordilheira dos Andes apresentam vegetação do tipo alpina, formada por plantas de pequeno e médio porte, principalmente arbustivas. Conforme a altitude aumenta, porém, a cobertura vegetal diminui e até se tornar ausente.
Os países da América do Sul são classificados como emergentes, o que significa que apresentam nível de desenvolvimento mediano e estão em constante processo de crescimento econômico e modernização técnica dos seus setores produtivos. Outro aspecto da economia que conecta os países sul-americanos é a desigualdade, que é elevada.
Atualmente, o PIB da América do Sul é de US$ 4,25 trilhões, maior parcela do qual é oriunda do Brasil. Observe os valores na tabela a seguir:
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PIB dos países da América do Sul |
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País |
PIB |
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Argentina |
US$ 667,92 bilhões |
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Bolívia |
US$ 57,09 bilhões |
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Brasil |
US$ 2,29 trilhões |
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Chile |
US$ 363,3 bilhões |
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Colômbia |
US$ 462,25 bilhões |
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Equador |
US$ 134,71 bilhões |
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Guiana |
US$ 27,49 bilhões |
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Paraguai |
US$ 51,67 bilhões |
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Peru |
US$ 326,61 bilhões |
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Suriname |
US$ 4,87 bilhões |
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Uruguai |
US$ 90,67 bilhões |
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Venezuela |
US$ 79,92 bilhões |
Fonte: FMI.
A economia brasileira, que é a maior parte da economia dos países sul-americanos, tem como base o setor de serviços, que reúne as atividades comerciais e os serviços. Depois dele, o destaque fica com o setor primário, liderado pela agropecuária. Não somente o Brasil, mas todos os países da região são grandes produtores agrícolas, destacando-se lavouras como da soja, do milho, do algodão, da cana-de-açúcar, da batata e do feijão. A pecuária tem peso significativo para as economias brasileira, chilena e argentina.
A América do Sul é rica em recursos minerais, o que explica a importância da mineração para a economia dos países da região. Dentre os minérios mais abundantes estão minério de ferro, carvão mineral, cobre, prata e ouro, além da exploração de petróleo e gás natural que acontece no Brasil e na Venezuela, os dois maiores produtores sul-americanos de combustíveis fósseis.
As principais indústrias nesses países estão atreladas à mineração e ao setor primário como um todo, como a agroindústria, a petroquímica as siderúrgicas e metalúrgicas. Desenvolvem-se, ainda, empresas automobilísticas, têxteis, de alimentos e bebidas e de produtos eletrônicos.
A diversidade cultural é a característica mais marcante da América do Sul. Ela se construiu a partir da influência de diferentes populações, mas, principalmente, dos povos originários que sempre habitaram a região. Elementos de origem europeia também são percebidos nas tradições e costumes sul-americanos, sobretudo, nas línguas faladas, como o espanhol e o português, e na religião.
O catolicismo é predominante na América do Sul, refletido nas festas tradicionais de cada país, como as celebrações que acontecem durante a Semana Santa e as comemorações locais no dia dos santos padroeiros. Até mesmo a paisagem cultural das cidades sul-americanas refletem a importância da religiosidade para a sua população. Em muitos países, tradições indígenas se mesclam com o catolicismo, resultando em manifestações como a Festa de La Tirana, no Chile, e o Festival de Virgen de Urkupiña, na Bolívia.
A cultura indígena, aliás, é muito bem preservada nos países conhecidos como Andinos, que são aqueles por onde passa a Cordilheira dos Andes. Neles vivem muitos povos tradicionais que falam a língua nativa, como quéchua e aimará, e propagam costumes e práticas milenares.
O carnaval é uma festa tradicional de muitos países da América do Sul, destacando-se as celebrações que acontecem no Brasil. As danças e os ritmos locais são conhecidos mundialmente, desde o samba e a bossa-nova brasileiros, passando pelo tango argentino até a cumbia colombiana. Os sabores da gastronomia sul-americana se tornaram igualmente famosos, como a feijoada, as empanadas, o pescado frito, o ceviche, a carne assada e o doce de leite.
Saiba mais: Quais é a história dos povos pré-colombianos?
A história da América do Sul se iniciou há milhares de anos com o povoamento e ampliação da ocupação das terras do oeste do subcontinente pelos povos nativos. Durante o período que ficou conhecido como Pré-Colombiano, que antecede a chegada dos colonizadores na América, desenvolveu-se na América do Sul uma das mais importantes civilizações do continente, que foi a dos incas. Esses povos se instalaram próximo à cidade de Cuzco, no Peru, por volta do século IV da era atual, estabelecendo um verdadeiro império a partir do século XV.
Os incas tinham um sistema de organização complexo que está representado na paisagem de Machu Picchu, onde é possível, até hoje, observar ruínas das construções, como templos, observatórios astronômicos, terraços e quadras, que nos mostram como era o seu modo de vida. A chegada dos colonizadores europeus, contudo, resultou em intensas disputas entre os incas e os espanhóis, as quais terminaram com a dissolução do Império Inca.
Os países da América do Sul foram colônias de exploração, o que significa que tiveram as suas riquezas naturais intensamente exploradas pelos estrangeiros. Enquanto a maior parte dela foi ocupada pelos espanhóis, a parcela leste, que compreendia a faixa litorânea e uma ampla área no interior do Brasil, foi colonizada pelos portugueses. A maioria desses territórios conquistou a sua soberania durante o século XIX, mais precisamente entre os anos de 1810 e 1828. São exceções a Guiana e o Suriname, independentes na segunda metade do século XX.
A transição do século XIX para o século XX foi marcada pelo desenvolvimento econômico da América do Sul, embora ainda muito atrelado com o setor primário e com as exportações de produtos agrícolas e minerais. Em comparação com os países desenvolvidos, as economias sul-americanas passaram por um processo de industrialização tardia marcado pela substituição das importações.
Da mesma forma, sua urbanização aconteceu de maneira acelerada a partir da segunda metade do século XX. Nesse mesmo período, países como Brasil, Chile, Uruguai e Argentina viveram governos ditatoriais marcados pelo autoritarismo e perseguição política. Ademais, podemos concluir que países sul-americanos tiveram, no passado, e ainda têm muitos pontos em comum na sua história recente, desde processos políticos até o enfrentamento de crises econômicas e sociais que causaram forte instabilidade interna em seus territórios.
Créditos das imagens
[1] 3 Dias Fotografia/ Shutterstock
[2] Curioso.Photography/ Shutterstock
Fontes
IMF Data. Disponível em: https://www.imf.org/en/Data.
SENE, Eustáquio de; MOREIRA, João Carlos. Geografia geral e do Brasil, 8º ano: ensino fundamental, anos finais. São Paulo: Scipione, 2018.
WORLD BANK Data. Disponível em: https://data.worldbank.org/.
UNDP. Human Development Insights. Disponível em: https://hdr.undp.org/data-center/country-insights#/ranks.
UNDATA. Disponível em: https://data.un.org/en/index.html.