O complemento verbal é uma palavra ou uma expressão que completa o sentido de um verbo.
Complemento verbal é uma palavra ou uma expressão que completa o sentido de um verbo. Quando o complemento não apresenta preposição, ele é chamado de “objeto direto”. Por exemplo, na frase “Ouvimos uma linda música”, a expressão “uma linda música” é o objeto direto, pois completa o sentido do verbo “ouvimos”.
Já na frase “Meu amigo confia em mim”, a expressão “em mim” completa o sentido do verbo “confia”. Nesse caso, “em mim” é um objeto indireto, pois apresenta preposição. Alguns verbos exigem tanto objeto direto quanto objeto indireto: “Emprestei um lápis para Jorginho”. No exemplo, “um lápis” é objeto direto e “para Jorginho” é objeto indireto.
Leia também: Regência verbal — entenda a relação do verbo com o seu complemento
O complemento é uma palavra ou expressão que completa o sentido de um verbo: “Escrevi um bilhete”.
Um verbo pode apresentar os seguintes complementos verbais:
O complemento nominal é uma palavra ou expressão que completa o sentido de:
substantivo: “Pedrinho tem medo do escuro”;
adjetivo: “Lucas ficou triste com a nota”;
advérbio: “Minha irmã está longe de mim”.
O complemento verbal é uma palavra ou uma expressão que completa o sentido de um verbo. Por exemplo, quando eu digo que “Lili chutou a bola”, a expressão “a bola” completa o sentido do verbo “chutou”. Se eu só dissesse “Lili chutou”, você ia me perguntar: “Chutou o que, professor?”. Isso mostra que o verbo “chutou” precisa de um complemento para fazer sentido.
Uma das definições de verbo é: palavra que expressa ação. Por exemplo: “desenhar”, “gostar” e “dividir” são palavras que expressam ação. Portanto, são verbos. E todas elas precisam de um complemento para fazer sentido. Por ser o complemento de um verbo, chamamos tal complemento de “verbal”.
Veja só estes exemplos de frases que apresentam complemento verbal:
Túlio desenhou um avião.
Tati gosta de sorvete.
Meu irmão dividiu o chocolate com seu amigo.
Assim, “um avião” completa o sentido do verbo “desenhou”. Afinal, quem desenha, desenha alguma coisa. Já “de sorvete” completa o sentido do verbo “gosta”. Pois quem gosta, gosta de alguma coisa. Por fim, “o chocolate” e “com seu amigo” completam o sentido do verbo “dividiu”. Isso porque quem divide, divide alguma coisa com alguém.
Bia vendeu sua bicicleta amarela.
Dani consertou a boneca.
Duda quebrou o lápis.
Gabi leu um livro legal.
Isa acendeu a luz da sala.
Beto assistiu ao filme de animação.
Chico obedeceu aos tios.
Gui dedicou-se aos treinos.
Guga precisa de aulas particulares.
Lipe cuida do cãozinho.
Nando entregou a prova ao professor.
Pepe deu um doce para o irmão.
Tetê devolveu o livro à amiga.
Vivi contou um segredo para a prima.
Zezé mostrou a língua para o coleguinha.
O objeto direto é o complemento que se liga ao verbo diretamente, sem nenhuma preposição entre eles. Por exemplo, na frase “O porquinho comeu uma maçã”, o complemento do verbo “comeu” é “uma maçã”. Você notou que o complemento verbal não é iniciado por preposição? Pois é, então, ele é um objeto direto. Veja só mais exemplos de frases com objeto direto:
Bruninha escreveu um poema.
O beija-flor bebeu água.
Rafa compôs uma musiquinha engraçada.
O urso panda ouviu o assobio.
Mila criou uma espaçonave.
O objeto indireto é o complemento que se liga ao verbo indiretamente, já que há uma preposição entre eles. As principais preposições são: “a”, “ante”, “após”, “até”, “com”, “contra”, “de”, “desde”, “em”, “entre”, “para”, “perante”, “por”, “sem”, “sob”, “sobre”, “trás”.
Então, se o complemento do verbo começa com uma dessas palavrinhas, é porque tal complemento é um objeto indireto. Por exemplo, na frase “Meu gatinho acredita em mim”, o complemento do verbo “acredita” é “em mim”. Você percebeu que esse complemento verbal é iniciado pela preposição “em”? Então, ele é um objeto indireto.
Veja mais frases com objeto indireto:
Ian discordou do amigo.
Ravi duvidou da irmã.
Clarinha simpatizou com a outra fã.
Lulu ansiava por um doce.
Minha mãe assistiu ao jogo de futebol.
Se você ainda não sabe: quando juntamos “de” com “o”, temos a palavrinha “do”: “do amigo”. Se juntamos “de” com “a”, temos “da”: “da irmã”. E se juntamos “a” com “o”, temos “ao”: “ao jogo”. Isso quer dizer que “do”, “da” e “ao” têm preposição.
Existem verbos que precisam tanto de um objeto direto quanto de um objeto indireto para completarem seu sentido. Por exemplo, na frase “Papai Noel deu um presente ao meu amigo”, os complementos do verbo “deu” são “um presente” e “ao meu amigo”.
Afinal, quem dá, dá alguma coisa a alguém. Assim, temos o objeto direto “um presente” (sem preposição) e o objeto indireto “ao meu amigo” (com preposição “a”). Quer outros exemplos de verbos que precisam tanto de um objeto direto quanto de um objeto indireto para completarem seu sentido?
Observe estes enunciados:
Dona Júlia entregou o doce de leite para a minha mãe.
Dina ofereceu um pedaço de pizza para mim.
Minha mãe enviou um presente ao seu primo.
A vizinha acusou meu cachorro de furto.
A veterinária curou meu gato da doença.
Objetos pleonásticos são os objetos diretos que são repetidos quando se quer enfatizá-los ou destacá-los. Por exemplo, se eu digo “O livro, Artur leu-o em um dia”, tanto “o livro” quanto “o” são objetos diretos do verbo “leu”, já que quem lê, lê alguma coisa.
Eu poderia simplesmente dizer: “O livro, Artur leu em um dia”, mas, ao repetir “leu-o” (esse “o” é o livro), coloco ênfase nesse objeto direto, dou mais importância a ele. E o mesmo ocorre nestas frases:
O brinquedo, eu o quebrei sem querer.
As provas, guardei-as na gaveta.
O bolo, o gato comeu-o.
As chaves, eu as perdi.
Ah, quando a gente desloca um termo para o início da frase de forma a dar destaque para ele, usamos vírgula. Isso porque o natural é dizer “Quebrei o brinquedo”. Porém, quando coloco o objeto antes, uso vírgula: “O brinquedo, quebrei-o”.
Você deve estar pensando: “Se existe objeto direto pleonástico, deve existir também objeto indireto pleonástico.” Que esperteza a sua! Existe mesmo! E a ideia é a mesma: quando uma pessoa quer enfatizar ou destacar o objeto indireto, ela pode repetir esse objeto indireto.
Por exemplo, se eu digo “Ao meu irmão, dei-lhe um abraço”, tanto “ao meu irmão” quanto “lhe” (que significa “a ele”) são objetos indiretos do verbo “dei”, já que quem dá, dá alguma coisa a alguém. A mesma coisa acontece nestes enunciados:
A mim, nada me assusta.
Para Lucas, guardei-lhe um chocolate.
Aos tios, expliquei-lhes a situação.
A nós, meu pai serviu-nos refrigerante.
Observe que o significado de “me” é “a mim”. Já “lhe” é o mesmo que “pare ele” (Lucas). O “lhes” significa “a eles” (os tios). E o significado de “nos” é “a nós”. Portanto, há dois objetos indiretos para cada verbo, sendo um deles uma repetição.
Veja também: O que é predicativo do objeto?
Enquanto o complemento verbal é o termo que completa o sentido de um verbo, o complemento nominal é o termo que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).
O verbo é uma palavra que expressa ação: “abrir”, “chutar”, “cozinhar”, “escovar”, “conversar”, “desobedecer” etc. Esses verbos precisam de um complemento para fazer sentido:
Nós abrimos a porta lentamente.
Maria chutou a bola com força.
Meu pai cozinhou três batatas.
Escovar os dentes é importante.
Conversei com Betina a tarde inteira.
Desobedeci aos avisos de perigo e feri o pé.
A gramática normativa chama de “nome” o substantivo (palavra que nomeia seres e coisas), o adjetivo (palavra que caracteriza o substantivo) e o advérbio (palavra que expressa alguma circunstância, tais como tempo, modo, lugar etc.). Então, quando o substantivo, o adjetivo ou o advérbio precisam de um complemento para fazer sentido, chamamos esse complemento de “nominal”.
A seguir, veja exemplos de complemento nominal de substantivo:
A construção da casinha de bonecas começou.
Tinham simpatia por ela.
Agora dois exemplos de complemento nominal de adjetivo:
O panda estava cheio de felicidade.
Todos ficaram orgulhosos de você.
Por fim, dois exemplos de complemento nominal de advérbio:
Perto da praia, compramos água de coco.
As coisas ocorreram favoravelmente ao nosso plano fantástico.
Confira também: Complemento nominal — mais detalhes sobre esse termo
Atividade 1
Veja se as expressões sublinhadas nas frases da COLUNA 2 são objeto direto ou objeto indireto.
Em seguida, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
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COLUNA 1 |
COLUNA 2 |
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1) objeto direto. 2) objeto indireto. |
( ) Licinha ganhou um presente. ( ) Cissa não conversou comigo. ( ) Val esqueceu a mochila. ( ) Lê joga basquete. |
Resposta:
1, 2, 1, 1.
Objeto direto não apresenta preposição: “um presente”, “a mochila” e “basquete”. Objeto indireto apresenta preposição: “comigo”. Lembre que “comigo” é um vocábulo formado pela preposição “com” mais a palavra “mim”.
Atividade 2
Sublinhe o complemento do verbo e diga se ele é objeto direto ou objeto indireto, como fiz na primeira frase.
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1) Confiei em você. |
Objeto indireto |
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2) Acreditei em minha amiga. |
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3) Aprendi a matéria. |
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4) Assisti ao jogo de basquete. |
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5) Limpei minha sala de aula. |
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6) Cuido bem do meu cãozinho. |
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7) Lembrou-se de mim. |
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8) Conheci meu bisavô. |
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9) Ele lia poesia. |
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10) Ganhou um brinquedo. |
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Resposta:
1) Confiei em você (objeto indireto, com preposição “em”).
2) Acreditei em minha amiga (objeto indireto, com preposição “em”).
3) Aprendi a matéria (objeto direto, sem preposição).
4) Assisti ao jogo de basquete (objeto indireto, com preposição “a”).
5) Limpei minha sala de aula (objeto direto, sem preposição).
6) Cuido bem do meu cãozinho (objeto indireto, com preposição “de”).
7) Lembrou-se de mim (objeto indireto, com preposição “de”).
8) Conheci meu bisavô. (objeto direto, sem preposição).
9) Ele lia poesia (objeto direto, sem preposição).
10) Ganhou um brinquedo (objeto direto, sem preposição).
Fontes
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
NICOLA, José de; INFANTE, Ulisses. Gramática contemporânea da língua portuguesa. 15. ed. São Paulo: Scipione, 1999.
SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática: teoria e prática. 26. ed. São Paulo: Atual Editora, 2001.
SANTOS, Márcia Angélica dos. Aprenda análise sintática. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.